Azeitonas de Mesa de Portugal
Última atualização: março 2026
São consideradas azeitonas de mesa o produto "preparado a partir de frutos sãos, das variedades cultivadas da oliveira (Olea europea L.)
que são escolhidas para a produção de azeitonas cujo volume, forma, relação polpa/caroço, características da polpa, gosto, firmeza e
facilidade de desprendimento do caroço as tornam particularmente adequadas para processamento”, de acordo com a legislação portuguesa.
As azeitonas podem ter a cor verde ou preta (naturalmente). Observe-se que há azeitonas que por oxidação ganham a cor preta.
Especialidade de Trás-os-Montes
Nos olivais de Trás-os-Montes apanham-se as melhores azeitonas destinadas ao consumo enquanto
azeitonas de mesa. Esta
especialização
de Trás-os-Montes pode-se explicar, em parte, pela onipresença do minifúndio e pelo extremo cuidado que se tem com a cultura das oliveiras, ainda por
muitos considerada uma
árvore sagrada.
Primeiro fato relevante referente a esta atividade é que, em Trás-os-Montes, mais de 50% das azeitonas colhidas destinam-se ao consumo como
azeitonas de mesa, seguido pelo Alentejo e pela Beira Interior.
Azeitonas de Mesa de Portugal © / Ilustração
Produção e Consumo
A nível internacional, a Espanha produz cerca de 20% das azeitonas de mesa do mundo (cerca de 63% das verdes e de 35% das pretas), seguida
da Turquia e do Egito. Para Portugal, os maiores produtores são Trás-os-Montes (54%) e Alentejo (25%). Os maiores consumidores mundiais são
a Turquia, o Egito, os EUA, a Espanha e a Argélia. O consumo, em Portugal, é considerado baixo (2%). O Brasil está entre os 10 maiores
países consumidores.
De cada dez azeitonas consumidas, 8 são consumidas em casa e 2 em restaurantes ou hotéis. Interessante saber: as azeitonas pretas por oxidação
têm menos proteínas.
Valor alimentar
Grosso modo, os principais componentes alimentares das azeitonas de mesa são a água (72%), as gorduras (18,5%), as fibras alimentares (4%) e
as proteínas (1,7%, mas são muito importantes!), além de vitaminas e sais minerais. Contêm bastante sódio, não sendo indicadas para pessoas
hipertensas.
Mirandela, principal polo produtor
As
Terras Quentes de Trás-os-Montes concentram os maiores olivais do Norte de Portugal.
Azeites de Portugal © / Ilustração
Variedades de Azeitonas
Existem mais de 600 variedades de azeitonas no mundo. Na Espanha, maior produtor mundial, as principais variedades são "a Hojiblanca, a Manzanilla,
a Gordal e a Cacereña". A mais difundida no mundo é a Manzanilla (mais popla e caroço pequeno), com melhor rendimento em termos de produção [1].
Também são as mais apreciadas (assim como a Gordal, com os maiores frutos) pelos consumidores em geral.
Em Portugal, existem cerca de 22 variedades de olivas, dentre as quais se destacam a
Negrinha de Freixo e a
Galega Vulgar
(80% dos olivais portugueses). Outras variedades cultivadas são Conserva de Elvas, Cobrançosa, Cordovil de Castelo Branco, Cordovil de Serpa, Madural e
Verdeal Transmontana.
Variedades DOP:
Negrinha de Freixo (Trás-os-Montes), Conserva de Elvas, Redondil, Azeiteira e Carrasquenha.
Azeite na Cozinha
O azeite sempre foi utilizado na alimentação e considerado um produto essencial na cozinha, substituindo a manteiga, como fonte
de gordura na elaboração dos pratos.
Azeite e Gastronomia
Na cozinha e na gastronomia, o uso do azeite sempre foi corrente no Mediterrâneo e seus hábitos alimentares. No Alentejo comer azeitonas
é algo bastante comum. Sendo muito antiga a tradição de comer azeitonas em pão depois de temperadas essencialmente com sal e orégano.
Olivais tradicionais
As oliveiras que formam os olivais tradicionais são utilizadas na produção dos famosos e saborosos azeites alentejanos. São quatro as
variedades de azeitonas cultivadas no Alentejo: Galega, Cobrançosa, Cordovil de Serpa e Verdeal Alentejana.
Olivais intensivos
Além dos vastos olivais tradicionais, novas plantações surgiram, visando maior produtividade por hectare: os olivais intensivos (285
a 415 árvores por hectare) e os olivais superintensivos (900 a 1200 árvores por hectare) [4].