Sub-regiões Alentejo DOC
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A área ocupada pelas vinhas no Alentejo é de cerca de 23.467 mil ha (de um total de aproximadamente 170 mil ha em todo o país, segundo o IVV). [IVV, 2024]
A produção dos vinhos do Alentejo alcançou 117 milhões de litros na vindima de 2023, o que correspondeu a um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Os vinhos com certificação de origem protegida equivalem a 75% da produção total. O que equivale dizer que 3/4 dos vinhos são com origem controlada.
Os principais concelhos produtores (e sub-regiões) são Reguengos de Monsaraz, Borba e Vidigueira. O concelho do Redondo também tem produção bastante significativa.
Os principais mercados importadores dos vinhos do Alentejo continuam sendo França, EUA e Brasil.
Confira a seguir a diversidade vitivinícola da região Alentejo e programe suas próximas férias neste lugar de rica história, cozinha tradicional e vinhos que refletem toda a magia da vida alentejana.
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Vinho Alentejano e Alentejo DOP
Vinhos intensos e equilibradosAlém do conhecido Vinho do Alentejo DOC, a IGP (Indicação Geográfica Protegida) Vinho Alentejano tem ganhado muito espaço tanto em termos de produção quanto de consumo, sendo atualmente um dos vinhos engarrafados mais consumidos do país.
Ver mapa: Sub-regiões dos Vinhos do Alentejo
Denominações de Origem Controladas
Foram criadas e regulamentadas sub-regiões com DOP, a saber:Confira mais detalhes abaixo.
1. Borba
Primeira sub-região mais extensa (3.423 ha)Segunda maior sub-região do Alentejo. As terras de Borba, no distrito de Évora, no Alentejo Central, vão de Estremoz a Terrugem, alargando-se a Orada, Vila Viçosa, Rio de Moinhos e Alandroal. São 2.862,08 ha de vinhas plantadas para os vinhos tintos (819,91 ha para os brancos).
O clima especial desta sub-região (mais úmido e menos quente) permite a elaboração de vinhos frescos e elegantes. Destacamos os vinhos produzidos pela Adega de Borba, em particular o tinto Adega de Borba.
Além de bons vinhos, outro destaque nestas terras é a produção de azeites de qualidade.
2. Évora
A capital do Alentejo (e da sub-região Alentejo Central) possui 1205,67 ha plantados de vinhas (dos quais 1000,78 ha para os vinhos tintos). Esta sub-região sempre produziu vinhos de grande prestígio e qualidade. Dentre estes, citamos os famosos vinhos EA e Pêra-Manca, da Adega Cartuxa (Fundação Eugênio Almeida), a qual, além de excelentes vinhos também produz azeite de primeira qualidade.3. Granja/Amareleja
Segundo menor terroir do Alentejo (com 410,21 ha, dos quais 374,90 ha para vinhos tintos), as terras da sub-região Amareleja / Granja - consideradas as mais áridas e inclementes de Portugal - estão repartidas entre os concelhos de Moura e Mourão. A nordeste de Beja, no Baixo Alentejo, o Rio Guadiana é a fronteira natural leste com a Espanha. Os vinhos da Adega Cooperativa Granja / Amareleja são reconhecidos a nível internacional e levam a DOP Alentejo. Estas boas terras vinícolas também são cobertas de olivais e produzem um azeite natural de excelente qualidade comercializado sob a etiqueta Granja / Amareleja.4. Moura
Terra de olivais e de vinhas, além de azeitonas e bom azeite, em Moura, concelho (município) do distrito de Beja, no Baixo Alentejo, são produzidos bons vinhos naquele que é o menor terroir do Alentejo (337,52 ha, dos quais 285,85 ha para vinhos tintos). Mesmo assim, são 28 adegas espalhadas pelo município; dentre os vinhos da região, citamos o conhecido Convento da Tomina DOC Alentejo.5. Redondo
Outra visita aconselhada para enólogos e amantes de bons vinhos. As visitas imperdíveis são a Enoteca e o Museu do Vinho. Em Redondo, distrito de Évora, no Alentejo Central, os vinhedos são protegidos pela Serra da Ossa e a área plantada de vinhas para os tintos é de 1563,33 ha (para os brancos, são 411,95 ha).6. Portalegre
As vinhas de Portalegre no Alto Alentejo, espalham-se pela franjas da Serra de São Mamede e, em alguns lugares, atingem os mil metros de altitude, com um clima mais úmido e fresco comparando-se às outras sub-regiões. Esta situação geográfica bastante diferente das outras sub-regiões produz vinhos bastante originais, leves e frescos.7. Reguengos
Segunda sub-região mais extensa (3.165 ha)Reguengos de Monsaraz, município (concelho) de Évora, é a mais recente história de sucesso dos vinhos portugueses. Em 2015, foi eleita cidade Cidade Europeia do Vinho. Com a maior área de vinhas para a produção de vinhos tintos (3.165,88 ha) da região, quase um terço da área total (28,52%), Reguengos de Monsaraz nos reserva agradáveis surpresas.
8. Vidigueira
Terceira sub-região mais extensa (2.822 ha)Com a maior área de todo o Alentejo de vinhas plantadas para vinhos brancos (967,78 ha) e 1344,59 ha para a produção de vinhos tintos, as terras da Vidigueira, no distrito de Beja, Baixo Alentejo, se encontram mais ao sul do Alentejo. Razão pela qual Vidigueira sempre foi associada aos vinhos brancos. Apesar disso, gozam do clima mais ameno da região. Em Vidigueira, o País das Uvas, os vinhedos se espalham ainda por Cuba e Alvito. Dentre os vinhos produzidos pela Adega Cooperativa da Vidigueira, destacamos o Vidigueira Antão Vaz e o Vidigueira DOC Tinto.
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