Adegas e Quintas
Vinhos
Beja
Baixo Alentejo
Vinhos do Alentejo
Visão Geral
Importante produtor de vinhos das sub-regiões Granja-Amareleja, Moura e Vidigueira DOC Alentejo o distrito de Beja tem várias adegas e quintas que oferecem degustação dos seus vinhos e outros produtos, a começar pela importante Adegs Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito.
Com a terceira maior área plantada de vinhas - 2.668 ha - a sub-região Vidigueira DOC Alentejo, situada no distrito de Beja ocupa também o terceiro lugar entre os mais importantes produtores de vinhos do Alentejo, atrás apenas das sub-regiões de Reguengos de Monsaraz e Borba.
O terroir da Vidigueira estende-se pelos concelhos de Vidigueira, Cuba e Alvito, estes últimos a oeste e sudoeste respectivamente, limitando-se ao norte pela Serra do Mendro e a leste pelo terroir do município de Moura, o qual é outra sub-região dos vinhos do Alentejo.
A sub-região Vidigueira DOC Alentejo foi, no passado, muito associada à produção de vinhos brancos bastante apreciados pelos amantes de vinhos e enólogos. Na atualidade, entretanto, bons vinhos tintos são produzidos neste terroir.
Também no distrito de Beja estão situadas vinhas que fazerm parte da sub-região Granja-Amareleja DOC Alentejo, mais especificamente o terroir do concelho de Moura. O terroir de Mourão pertence ao distrito de Évora.
Dentre as principais castas desta sub-região, destcam-se Antão Vaz (casta branca nativa), Tinta Grossa (casta local), Perrum, Roupeiro e Arinto, além de algumas castas antigas e tradicionais.
Confira a seguir a diversidade da sub-região Vidigueira e programe suas próximas férias neste lugar de rica história, cozinha tradicional e vinhos que refletem toda a magia da vida alentejana.
Vinhos de Vidigueira
Alentejo
Alto Alentejo
Baixo Alentejo
Alentejo Central
Alentejo Litoral
Beja, Baixo Alentejo, Portugal
Terra de boa mesa, bons vinhos e bom azeiteBeja é capital do distrito, do concelho e da antiga Província do Baixo Alentejo, hoje uma sub-região do Alentejo.
As Vinhas da Vidigueira encontram-se nas terras mais ao sul do Alentejo. Seu clima, porém, é bastante ameno. Quanto aos solos, estes "são pouco produtivos, predominantemente de origem granítica e xistosa". Outrossim, "apesar da localização tão a sul, a Vidigueira foi durante anos palco privilegiado para os vinhos brancos alentejanos, graças ao clima temperado da sub-região" (CVRA).
O concelho (município) de Vidigueira (com 108.605 hl) produz quase a metade de todo o vinho do distrito de Beja (237.555 hl), sobretudo Vinhos DOC tintos (63.474 hl) (IVV, 2020-2021).
Adegas e Quintas
Confira a seguir as mais importantes adegas e quintas de Beja;• Adega da Vidigueira: 1.500 ha de vinhas, produção de 6 milhões de litros por ano
Situada no bairro industrial da Vidigueira, a adega encontra-se no coração do terroir mais ao sul do Alentejo, no distrito de Beja. A adega é o retrato mais emblemático da produção de bons vinhos na Vidigueira:
Apesar de alguns esforços desenvolvidos na década de 1950 e 60 para a reabilitação da vinha no Alentejo, só na década de 1970 o movimento associativo conseguiu verdadeiramente revitalizar a atividade vitícola no Alentejo. Em 1988 são regulamentadas as primeiras denominações de origem alentejana e desde então o vasto e diferenciado território do Alentejo tem vindo a ganhar destaque com os seus vinhos a conseguirem inúmeros prémios nacionais e internacionais.
A vinha e o vinho sulcam o perfil económico e cultural da Vidigueira. Envolvidas num rendilhado de cepas, Vidigueira, Cuba e Alvito integram a paisagem a que Fialho de Almeida chamou «O País das Uvas».
[Adega da Vidigueira]
• Herdade dos Grous: 1.100 ha totais, dos quais 133 ha de vinhas e produção de 700 mil litros de vinhos por ano
Situada na freguesia de Albernoa, no extremo sudoeste do concelho de Beja, a Herdade dos Grous também tem 140 ha plantados de olivais. As instalações da Herdade dos Grous oferece restaurante e outras facilidades para os visitantes quando da degustação dos seus excelentes vinhos e outros produtos.
Os nossos vinhos apresentam uma personalidade forte evidenciando as características do terroir da Herdade dos Grous. Marcados pela frescura e pela franqueza da sua fruta, são vinhos de grande longevidade quando se trata dos tintos e de grande riqueza aromática no caso dos brancos.
Anualmente são criados os vinhos Herdade dos Grous Tinto e Branco e os seus correspondentes reservas de maior estrutura e potencial de guarda. Com características muito específicas e distintas são também aqui criados o Herdade dos Grous 23 Barricas, Moon Harvested e o Colheita Tardia. [Herdade dos Grous]
• Herdade da Malhadinha Nova: também situada na freguesia de Albernoa (sudoeste do município de Beja), tem uma área total de 744 ha, onde além da paixão pelos vinhos, há um restaurante (referenciado pelo Guia Michelin e pelos Relais & Châteaux), um hotel e uma vila. Todo o conforto e atenção dedicado aos apaixonados por bons vinhos, boa mesa e pela natureza.
O Monte da Peceguina Tinto, Branco e Rosé são alicerces da marca. A primeira vindima deu-se em 2003. A entrada no mercado surge no início de 2005, com o lançamento da linha Monte da Peceguina, cujo nome homenageia a “Peceguina Velha”, uma das casas existentes na propriedade. [Herdade da Malhadinha Nova]
• Herdade da Mingorra: nos arredores da cidade de Beja, com 170 ha de vinhas plantadas e uma produção anual de mais de um milhão de garrafas (750.000 litros).
Em 2004 concretizou-se o sonho, com o projecto a dar pelo nome de Herdade da Mingorra.
No total são 1.400 ha de área de uma paisagem diversificada, com 170 ha de vinha, 110 ha são de olival em copa, 270 ha de amêndoal e os restantes de cultura tradicional e floresta. [Herdade da Mingorra]
• Herdade da Lisboa: com uma área de vinhas plantadas de 350 ha, a Herdade da Lisboa, na Vidigueira é a adega produtora dos vinhos com a etiqueta Paço dos Infantes. Com uma produção anual modesta, em torno de 25 mil garrafas.
• Casa de Santa Vitória: com 627 ha de vinhas plantadas, a adega da Casa de Santa Vitória, que pertence ao grupo vila Galé, produz anualmente dois milhões de litros. A etiqueta Versátil é um Vinho Regional Alentejano (tinto, branco e rosé) é seu vinho mais comercializado. Há também as etiquetas Santa Vitória Seleção e Reserva. Fundada em 2002, a adega também tem plantação de olivais..
Aproveite sua visita a Beja para visitar a adega, conhecer, provar seus produtos e comprar vinhos de boa qualidade para lembrar sua estada nestas terras.
Os visitantes podem conhecer a vinha e o olival da Santa Vitória, que contam com perto de 627 hectares de plantação. Podem ainda acompanhar toda a produção e terminar o dia com uma prova de vinhos e azeites.
A Santa Vitória orgulha-se de combinar as mais avançadas tecnologias de vinificação com as mais valias das técnicas tradicionais, preservando, por exemplo, um lagar de pisa a pé e a vindima manual. [Herdade de Santa Vitória]
• Herdade Grande: com uma produção anual de 450 mil garrafas nos seus 60 ha de vinhas plantadas - a propriedade tem uma área total de 350 ha - a Herdade Grande na Vidigueira, distrito de Beja, a adega "implementa os processos que melhor potenciam a identidade, tradição e expressão diferenciadora dos vinhos produzidos".
Inclua a Herdade Grande em sua descoberta desta sub-região do terroir alentejano e aproveite para provar os vinhos e outros produtos da adega. A adega oferece uma ampla gama de serviços e opções para sua visita e degustação.
O projeto Herdade Grande é caracterizado pelo cunho experimentalista e inovador implementado, desde 1980, por António Lança, traduzindo-se na conjugação das emblemáticas castas da região com aquelas que acrescentam novas interpretações do terroir da Vidigueira, complementando assim o carácter único dos vinhos produzidos. [Herdade Grande]
Enfim, em 1989, "a aprovação da criação da CVRA (Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo) assegurou a certificação e regulamentação dos vinhos do Alentejo" (CVRA).
Denominações de Origem Controladas
Foram criadas e regulamentadas sub-regiões com DOC, a saber:Portalegre
Borba
Redondo
Reguengos de Monsaraz
Évora
Vidigueira
Granja-Amareleja
Moura
Variedade de castas
Para a produção do Vinho do Alentejo são utilizadas várias castas nacionais, além de castas provenientes de outros países (Cabernet Sauvignon, por exemplo).• Castas tintas
As castas tintas incluem: Aragonez (também conhecida como Tempranillo ou Tinta Roriz), Trincadeira, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Syrah e Castelão,
• Castas brancas
As castas brancas incluem: Antão Vaz, Roupeiro (Síria), Arinto, Rabo de Ovelha e Fernão Pires.
Alentejo DOC
Vinho Regional Alentejano
Vinho de Mesa
Além do conhecido Vinho do Alentejo DOC, a denominação IGP (Indicação Geográfica Protegida) Vinho Alentejano
tem ganhado muito espaço tanto em termos de produção quanto de consumo, sendo atualmente um dos vinhos engarrafados mais consumidos
do país.
1. O Vinho DOC Alentejo é produzido apenas nas 8 sub-regiões especificadas.
2. Os vinhos IGP (Indicação Geográfica Protegida) Vinho Alentejano cobrem todo o território dos distritos de Portalegre, Évora e Beja, permitindo maior flexibilidade na escolha de castas e estilos. Apesar das grandes diferenças entre sub‑zonas — onde coexistem solos de xisto, granito, calcário, argila e “calhau rolado” — os vinhos desta IG partilham características comuns: fruta generosa, suavidade, corpo cheio e consistência colheita após colheita. [IVV]
3. Os Vinhos de Mesa são igualmente produzidos na região sem as obrigações impostas às duas categorias acima.
Ver mapa: Mapa das Sub-regiões dos Vinhos do Alentejo
Confira mais a seguir.


