Bairro do Ribatejo

Última atualização: março 2026

Paisagens do Ribatejo - o Bairro

O Bairro compreende a margem direita do Rio Tejo e se estende até as terras do sul da Beira


Melhores terras agrícolas

Os campos da lezíria e os bairros, situados à margem direita do Tejo, oferecem as melhores terras para a agricultura do Ribatejo. Este é o Ribatejo mais ao norte, "a margem direita do rio que se impõe, chão de oliveiras, de figueiras, de vinha, numa vista que abarca serras rochosas e vales frondosos rasgados pelo Tejo e pelos seus afluentes, Zêzere, Nabão, Almonda e Ocreza. Estamos no Ribatejo Norte, território dos Cavaleiros do Templo, devotos, em armas, a Cristo, e dos peregrinos de Nossa Senhora de Fátima. Terra de contrastes, abençoada por solos generosos, por água em fartura, mas também por rudeza e austeridade, com um património religioso, arquitectónico e artístico de valor incalculável" [3].


Guia do Ribatejo
Templários e Ordem do Cristo, Ribatejo © / Ilustração



Terras do Bairro ribatejano

Terra de grande e antiga tradição rural, do cavalo lusitano, de tesouros manuelinos e góticos, o Ribatejo também é terra de boa cozinha, bons vinhos, mosteiros, cidades e vilas, caça e lugares aprazíveis para férias. As touradas também são características do Ribatejo. Entretanto, o maior destaque é o Santuário de Fátima, lugar de um dos mais importantes destinos europeus para o turismo religioso.


Cavaleiros da Ordem do Templo

O concelho (município) e a cidade de Tomar eram a Cidadela dos Templários, os Cavaleiros da Ordem do Templo, cujo Castelo era um dos mais avançados na Idade Média servino ao rei D. Afonso na sua reconquista dos territórios mais ao sul do reino ocupados pelos mouros.


Lugares mais emblemáticos

Além de Tomar, Alcanena, Ferreira do Zêzere, Ourém, Terras Novas e Vila Nova da Barquinha encontram-se nestas terras mais ao norte do Ribatejo. Alcanena tinha o segundo curtume de Portugal já no final do século 18. Em Ferreira do Zêzere, D. Afonso Henriques doara as terras de Ceras aos Templários e outros envolvidos na luta contra os mouros também receberam doações em terras, como foi o caso de Pedro Ferreiro - o besteiro do rei - que recebeu as terras de Vila Ferreiro (mais tarde, Ferreira do Zêzere). Pouco depois, estas terras também vieram a ser domínio dos Templários.


Guia do Ribatejo
Leziria, Ribatejo © Ilustração / CM Chamusca



A Portuguesa

Foi nestas terras que "que Alfredo Keil escreveu A Portuguesa, adoptada como hino nacional em 1911. Com o Zêzere a serpentear pelos vales, o rio tomou lugar nas mesas da zona. Os lagostins, antes uma praga, hoje são um interessante contributo para a gastronomia local" [idem]. Saber mais: Ferreira do Zêzere


Ordem de Cister

À Ordem de Cister, cuja sede era em São João de Tarouca, o rei D. Afonso doara as terras da atual Ourém. No Mosteiro de Tomareis, entre produtos agrícolas, os monges cultivavam vinhas e fabricavam vinho, cuja técnica eles transmitiram aos camponeses da região. Em nossos dias, " este vinho palhete, cujo método de vinificação conta com oitocentos anos de história, constitui uma das muitas ofertas genuínas e de qualidade disponíveis na «Ucharia do Conde», um espaço de promoção dos produtos locais situada no edifício da antiga prisão, no bonito Centro Histórico de Ourém" [ibidem]. A notar que Ourém integra a Região Vitivinícola de Lisboa.
Saber mais: Ourém


Terras Novas e as primeiras indústrias

Estas terras foram habitadas desde tempos remotos, mas foi sobretudo após a reconquista de D. Afonso Henriques que se desenvolveram: "era uma das vilas mais povoadas do reino e, após os infortúnios das invasões francesas e das lutas liberais, a região ganhou fôlego abraçando a revolução industrial que agitava a Europa. Tornou-se um importante centro fabril com a criação de várias fábricas de fundição, de fiação, de serralharia, unidades que empregavam muita gente. A primeira fábrica de papel da Renova foi aqui inaugurada em 1818" [ib.]. Saber mais: Terras Novas
No domínio agrícola, as figueiras foram substituindo as vinhas. O Doce de Figo de Terras Novas é renomado pela qualidade e sabor.


O Castelo de Almourol

Outra jóia do Ribatejo. !Campos bem cultivados na terra fértil da lezíria, olivais que se sucedem, as águas do Tejo a recortarem as fundações do castelo de Almourol e a correrem sem tréguas, assim é a paisagem de Vila Nova da Barquinha. Erguido num afloramento granítico, num rochedo de cerca de 18 metros acima da linha de água, Almourol é uma fortaleza única cuja história remonta à ocupação sarracena da Península. Hoje é um monumento único no panorama nacional e um verdadeiro" ícone do município e do Ribatejo [ib.]. Saber mais: Vila Nova da Barquinha


Abrantes

Concelho e cidade na margem direita do Tejo, porém mais ao leste do Ribatejo, limitando-se a leste com o Alto Alentejo. O rei D. Afonso Henriques doou o Castelo de Abrantes à Ordem de Santiago da Espada. O município de Abrantes é atravessado pelo Rio Tejo e uma Ponte Rodoviária e Ferroviária liga as duas margens e as terras do concelho. Além de importante atividade agrícola (dos quais vinhas e olivais), Abrantes também conta com um setor industrial relativamente importante.
Saber mais: Saber mais: Abrantes


Sardoal

Concelho e cidade situado ao norte de Abrantes, nos confis nordeste do Ribatejo e já limitando-se com as terras da Beira Baixa. Conhecida como a Vila Jardim, Sardoal encanta os visitantes com seu Centro Histórico e suas casas floridas. Cidade onde impera a religiosidade, as igrejas e o convento estão entre as principais atrações.
Saber mais: Sardoal


Regiões do Ribatejo

São 3 as regiões naturais do Ribatejo: